Escrito por Bel ® às 12h44
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Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento.
E falam porque supõem saber.
Mas não sabem.
Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento
delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.
Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.
Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.
Arthur da Távola
Escrito por Bel ® às 23h22
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Saudade:
é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança:
é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia:
é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação:
é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão:
é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza:
é quando a idéia cansa de procurar e para.
Intuição:
é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento:
é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha:
é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade:
é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse:
é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento
Sentimento:
é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva:
é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza:
é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade:
é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade:
é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa:
é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente, não podia.
Lucidez:
é um acesso de loucura ao contrário.
Razão:
é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade:
é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão:
é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.
Amor:
é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não. Amor é um exagero... Também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tem explicação,
esse negócio de amor...
não sei explicar!
Texto de Mario Prata
Escrito por Bel ® às 23h14
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De uma coisa podemos ter certeza:
De nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto,
mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo,
aí acontecem os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca
por pura ansiedade de não aguardar
o Tempo Certo.
Mas alguém poderia dizer:
Mas qual é esse tempo certo???
Bom, basta observar os sinais...
Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano,
enviarão sinais indicando
o caminho certo.
Pode ser a palavra de um Amigo,
um texto lido, uma observação qualquer;
mas com certeza,
o sincronismo se encarregará de colocar você
no lugar certo, na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa!!!
Basta você acreditar que
Nada Acontece Por Acaso!!!
Lembre-se que:
O universo sempre conspira a seu favor,
quando você possui um objetivo claro
e uma disponibilidade de crescimento.
Paulo Coelho
Escrito por Bel ® às 23h10
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RIFA-SE UM CORAÇÃO

Um coração idealista.
Um coração como poucos,
Um coração a moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar
peças em seu usuário.
Rifa-se um coração que na verdade está
um pouco usado,
meio calejado, muito machucado,
e que teima em cultivar sonhos e alimentar ilusões.
Um pouco inconseqüente e que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que
Tim Maia estava certo quando escreveu e
tão bem cantou...
"...NÃO QUERO DINHEIRO, QUERO AMOR SINCERO, É ISSO QUE EU ESPERO..."
Um idealista, um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende,
que não endurece e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato,
que comanda o racional sendo louco
o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra que briga, se expõe
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e as vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este mesmo coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que
abre sorrisos tão largos
que quase dá para engolir as orelhas,
mas que também arranca lagrimas e faz
murchar meu rosto.
Um coração para ser alugado ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado, apenas indicado para quem
quer viver intensamente,
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra
sem armaduras e deixa louco seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer a São Pedro:
-"O Senhor pode conferir, eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi
este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer."
" Rifa-se um coração,
ou mesmo troca-se por outro que tenha um
pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser
que o abriga tão carinhosamente.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que
ainda não foi adotado,
provavelmente, por ainda se recusar a cultivar
ares selvagens ou racionais,
por não querer perder seu estilo e sua
verdadeira identidade.
Oferece-se um coração vadio, sem raça,
sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos,
que mesmo estando no mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
(Clarice Lispector)
Escrito por Bel ® às 22h55
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Só pra descontrair,tá gente...rsss
Escrito por Bel ® às 21h31
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