Bel ®
ღ *ღ Sou uma mulher cheia de desejos ... E um menina cheia de sonhos...
ღ *ღ Sou uma mulher que luta ... E uma menina que chora...
ღ *ღ Uma mulher que briga ... E uma menina que brinca...
ღ *ღ Sou uma mulher correta ... E uma menina travessa...
ღ *ღ Sou simplesmente eu mesma ...
ღ *ღ Nos erros e nos acertos...
ღ *ღ Às vezes careta ... Às vezes moderna...
ღ *ღ Como todos... sinto frio, medo, fome, sede ...
ღ *ღ E desse jeitinho chego até onde é necessário...
Se a noite o surpreendeu de coração ferido ou de cérebro açoitado por amargos arrependimentos, não se renda à dor que lhe parece irremediável... Enquanto a sombra se estende ao longo do caminho, e a ventania sopra, qual lamentoso grito de angústia, fite as estrelas que cintilam nas alturas e siga adiante, ao encontro do novo dia. Não pode? Tremem-lhe os pés sob o fardo da aflição? Enrijeceram-se as fibras de sua alma e não consegue nutrir um novo sonho? Erga uma prece à esperança, esse gênio da luz que nos permite antever o porvir imenso. Recolha-se à oração e ela virá, doce e infatigável enfermeira, balsamizar-lhe as chagas interiores e sustentar-lhe as energias semimortas. Atenda-lhe o apelo carinhoso e prossiga sem desfalecimento. Não permita que o elixir entorpecente da inércia ou o fel corrosivo do sofrimento o enfraqueça. Aceite as sugestões do gênio amigo e reflita... Sentirá no próprio coração dores maiores que a sua, os pavores dos grandes infelizes, as úlceras cancerosas de milhões que, até agora, você não conseguira ver. Então, inefável consolo baixará do céu sobre a sua dor, aquietando-lhe a ânsia. Inexprimíveis sentimentos desabrocharão em seu espírito, e seus braços se abrirão para acolher as dores ignoradas dos seres mais humildes da terra. Nem todos sabem avaliar essa virtude celeste. Muitos a transformam em vinagre de impaciência ou em tortura mortal, convertendo-lhe a bênção em estilete da enfermidade. Felizes, porém, daqueles que lhe guardam a sublime claridade no âmago do espírito, porque verão a sabedoria do tempo, adquirindo com a vida a ciência da paz. Espere! - diz a noite - o dia voltará. Espere! - clama a semente - o fruto não tarda. Espere! - anuncia a justiça - e tudo recomporei. Bem-aventurados, pois, quantos no mundo sabem aprender, servir e esperar!
Suporte com coragem o fardo de sua dor, avançando na estrada da vida heroicamente, ainda que seja um centímetro por dia... Lembre-se de que hoje, a noite maternal lhe enxugará o pranto com o repouso obrigatório, e de que amanhã o dia voltará, renovando todas as coisas. Lembre-se, ainda, que a esperança sempre surge com os primeiros raios da aurora.
Um viajante ia caminhando pela margem de um grande rio. Seu objetivo era chegar à outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio, oferecendo-se para transportá-lo. O pequeno barco envelhecido era provido de dois remos de carvalho. Logo os seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés dentro do barco o viajante observou que eram duas palavras. Num dos remos estava escrito Acreditar e, no outro, Agir. Curioso, o viajante perguntou a razão daquelas palavras nos remos. O barqueiro então pegou o remo chamado Acreditar e começou a remar. O barco começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo chamado Agir e começou a remar. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente, e o barco, então, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas, chegando ao outro lado do rio. Então, o barqueiro disse ao viajante: - Este porto se chama autoconfiança. É preciso Acreditar e também Agir para que possamos alcançá-lo.